Foto:Divulgação
Políticos
e entidades se posicionaram neste domingo (19) sobre a participação do
presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), em um ato em Brasília
que defendia medidas ilegais, como a intervenção militar.
Em
cima de uma caminhonete, Bolsonaro discursou em frente ao Quartel-General
do Exército e na data em que é celebrado o Dia do Exército. Dezenas de
simpatizantes se aglomeraram para ouvi-lo, contrariando as orientações de
isolamento social da Organização Mundial da Saúde (OMS) para conter a
propagação do coronavírus.
Entre
os apoiadores do presidente, alguns carregavam faixas pedindo "intervenção
militar já com Bolsonaro". As faixas tinham o mesmo padrão e pareciam ter
sido feitas em série.
Repercussão
Veja,
abaixo, a repercussão:
Marco
Aurélio Mello, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) - "Tempos
estranhos! Não há espaço para retrocesso. Os ares são democráticos e assim
continuarão. Visão totalitária merece a excomunhão maior. Saudosistas
inoportunos. As instituições estão funcionando."
Gilmar
Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)
- "A crise do #coronavirus só vai ser superada com responsabilidade
política, união de todos e solidariedade. Invocar o AI-5 e a volta da Ditadura
é rasgar o compromisso com a Constituição e com a ordem democrática
#DitaduraNuncaMais."
Luís
Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) -
"É assustador ver manifestações pela volta do regime militar, após 30 anos
de democracia. Defender a Constituição e as instituições democráticas faz parte
do meu papel e do meu dever. Pior do que o grito dos maus é o silêncio dos bons
(Martin Luther King). Só pode desejar intervenção militar quem perdeu a fé no
futuro e sonha com um passado que nunca houve. Ditaduras vêm com violência
contra os adversários, censura e intolerância. Pessoas de bem e que amam o
Brasil não desejam isso."
Felipe
Santa Cruz, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
- "O presidente da república atravessou o Rubicão. A sorte da
democracia brasileira está lançada, hora dos democratas se unirem, superando
dificuldades e divergências, em nome do bem maior chamado LIBERDADE!"
Renata
Gil, presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) -
"A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) vê com preocupação as
manifestações de grupos que defendem o fechamento do Supremo Tribunal Federal,
da Câmara e do Senado, além de outras medidas ilegais e que agridem a
Constituição Federal. Neste momento de crise, o caminho correto para a busca
das soluções é o cumprimento rigoroso da lei e o trabalho em conjunto das instituições
em prol da construção de soluções. Nossa Carta estabelece, como princípio
fundamental da República e da democracia brasileira, a independência e a
harmonia entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. A AMB está
atenta aos acontecimentos e pronta para atuar em defesa da Constituição, da
magistratura e do sistema de Justiça.”
Fernando
Henrique Cardoso, ex-presidente da República - "Lamentável
que o Pr adira a manifestações antidemocráticas. É hora de união ao redor da
Constituição contra toda ameaça à democracia. Ideal que deve unir civis e
militares; ricos e pobres. Juntos pela liberdade e pelo Brasil."
Human
Rights Watch no Brasil - "Ao participar de
manifestação em Brasília na data de hoje, o presidente Jair Bolsonaro continua
a agir de forma irresponsável e perigosa, colocando em risco a vida e a saúde
dos brasileiros, em flagrante desrespeito às recomendações do seu próprio
Ministério de Saúde e da Organização Mundial da Saúde. Além disso, ao
participar de ato com ostensivo apoio à ditadura, Bolsonaro celebra um regime
que causou sofrimento indescritível a dezenas de milhares de brasileiros, e
resultou em 4.841 representantes eleitos destituídos do cargo, aproximadamente
20.000 pessoas torturadas e pelo menos 434 pessoas mortas ou desaparecidas. Em
um momento que requer união de todos contra a disseminação da COVIDー19,
Bolsonaro se agarra ao radicalismo e demonstra pouco apreço às instituições
democráticas do país."
Bruno
Araújo, presidente nacional do PSDB - "O presidente
eleito jurou obedecer à Constituição brasileira. Ao apoiar abertamente
movimento golpista, coloca em risco a democracia e desmoraliza o cargo que
ocupa. O povo e as instituições brasileiras não aceitarão."
João
Doria (PSDB), governador de São Paulo - "Lamentável que o
presidente da república apoie um ato antidemocrático, que afronta a democracia
e exalta o AI-5. Repudio também os ataques ao Congresso Nacional e ao Supremo
Tribunal Federal. O Brasil precisa vencer a pandemia e deve preservar sua
democracia."
Randolfe
Rodrigues (Rede-AP), senador - "Enquanto
enfrentamos a pior crise da nossa geração, com a capacidade do nosso sistema de
Saúde comprometida, c/ pessoas morrendo e os casos aumentando, Bolsonaro vai às
ruas, além de aglomerar pessoas, atacar as instituições democráticas. É
patético! As pessoas que estão em atos pelo país pedindo intervenção militar
devem ser punidas pela justiça, no rigor da lei! Assim como Bolsonaro, que não
preside, está a serviço da divisão do país, do caos e da MORTE!"
Weverton
Rocha (PDT-MA), senador - "Hoje, Bolsonaro saiu em
carreata, provocando aglomeração. Se mantém em palanque e incita um movimento,
que pode ter como consequência a morte de inúmeros brasileiros. Já faz tempo
que cruzou a linha da irresponsabilidade e se tornou crime contra a saúde
pública."
Gleisi
Hoffmann (PT-PR), deputada federal e presidente nacional do PT
- "De novo Bolsonaro e sua irresponsabilidade. Provoca aglomeração
para fazer discurso político e incentivar ilegalidades. Receita perfeita para a
tragedia."
Alessandro
Vieira (Cidadania-SE), senador - "Não se governa
da caçamba de uma pick-up. E não se lidera mentindo para as pessoas. O
@jairbolsonaro que chama para conversar o Centrão é o mesmo que grita fora
velha política? Ou assina o PLN4, mas diz que não negocia nada? Chega, vamos
apontar cada mentira incoerente. João 8:32"
Flávio
Dino (PCdoB), governador do Maranhão - "Para desviar o
foco de suas absurdas atitudes quanto ao coronavírus e a sua péssima gestão
econômica, Bolsonaro resolve atiçar grupelhos para atacar a Constituição, as
instituições e o regime democrático. Bolsonaro não sabe e não quer governar. Só
quer poder e confusão."
Juliano
Medeiros, presidente do PSOL - "A participação
de Jair Bolsonaro numa manifestação que, dentre outros propósitos, pedia a
intervenção das forças militares contra os demais poderes da República, é uma
grave afronta à democracia e à Constituição Federal. É, também, uma afronta às
recomendações da Organização Mundial da Saúde, que tem desestimulado eventos
públicos e quaisquer formas de aglomeração."
Carlos
Lupi, presidente do PDT - "É inadmissível que o
Presidente da República discurse em tom de apoio para manifestantes com
cartazes que pedem volta da ditadura militar e do AI-5. O apóstolo da
ignorância avança em seu projeto de destruição da democracia."
Joice
Hasselmann (PSL-SP), deputada e líder do PSL na Câmara - "Repudio
a participação de um Presidente da República em ato que pede a volta do AI-5:
“não queremos negociar nada”. Depois diz que o Congresso é que provoca o caos.
@jairbolsonaro não respeita a democracia, as instituições e as liberdades. Vc é
a favor da democracia ou do AI-5?"
Camilo
Santana (PT), governador do Ceará - "Inaceitáveis e
repugnantes atos que façam apologia à ditadura e que promovam o desrespeito às
instituições democráticas, como vimos hoje pelo país. O Brasil não se curvará
jamais a esse tipo de ameaça."
Rui
Costa (PT), governador da Bahia - "Não vamos tolerar
ataques contra a Constituição nem contra as instituições estabelecidas no
regime democrático. Defendemos trabalho e equilíbrio por parte de quem foi
eleito para governar. Democracia sempre! Não é hora de política partidária.
Momento de união para salvar vidas."
Telmário
Mota (Pros-RR), senador - "Tenho votado com o presidente
Jair Bolsonaro em todas as suas proposições, sempre pensando em um país melhor.
Mas meu lado é ao lado do povo. Toda mudança deve acontecer de acordo com a
vontade popular. Vontade expressada nas urnas. O Brasil não pode se afastar da
democracia."
Wilson
Witzel (PSC), governador do Rio de Janeiro - "Em vez de
o presidente incitar a população contra os governadores e comandar uma grande
rede de fake news para tentar assassinar nossas reputações, deveria cuidar da
saúde dos brasileiros. Seguimos na missão de enfrentamento do
Covid-19.#rjcontraocoronavirus."
Paulo
Câmara (PSB), governador de Pernambuco - "Esta grave crise
ameaça à vida da população. Precisamos da união de propósitos e de instituições
fortes. Falsos conflitos e manifestações inconsequentes são uma lamentável
agressão ao país. Vamos vencer na Democracia, com diálogo, responsabilidade e
respeito, não com bravatas."
Helder
Barbalho (MDB), governador do Pará - "Ato pedindo volta
da Ditadura não é apenas contra a memória. É desrespeito com quem teve que
chorar perdas ontem e hoje. É também crime contra quem está na linha de frente,
como profissionais da Saúde e Segurança. Garantir o Estado Democrático, em
defesa da vida. #DitaduraNão"
Wellington
Dias (PT), governador do Piauí - "Um presidente da
República participar de um ato em defesa de um golpe militar e afrontando a
Constituição, em frente aos 3 poderes, o que mais esperar?"
Associação
Nacional dos Procuradores da República (ANPR) - "No
momento atual, em que urge a união do povo brasileiro e a harmonia dos Poderes
em torno do enfrentamento a uma pandemia de escala global, é redobrada a
necessidade de refutar manifestações como a de hoje, e de velar pela democracia
e pelo respeito e fortalecimento das instituições brasileiras como valores
irrenunciáveis."
G1

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